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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aêêêêêê, calouro!

    
    Vai chegando o fim do ano, e várias instituições de ensino superior começam a liberar os listões com os nomes dos aprovados em seus vestibulares. É festa, churrasco, ovo, trigo, tinta. Depois começa a correria atrás das documentações, ansiedade, dúvidas... Uffa, até que enfim, você é calouro... Calouro? Mas você é calouro? Putz, é calouro! Ah, tinha que ser calouro, né?
     
    Ultimamente eu venho reparado em alguns posts de amigos no Face, e a coisa mais comum é ver comentários RIDÍCULOS, pra amedrontar os calouros, como “ah, o curso é muito difícil, você tem que ser o cara pra conseguir passar de semestre”, “muita gente desiste”, “vocês calouros estão se achando, só porque conseguiram entrar”...  Sinceramente? Esse tipo de comentário é totalmente desnecessário, pois eu acredito que quando alguém escolhe fazer qualquer coisa na vida, ela no mínimo deve saber com que vai lidar, principalmente em relação ao curso que escolheu para sua graduação, e quando os veteranos deveriam dar forças, a “melhor” coisa que eles fazem é jogar areia na galera que tá entrando, botando medo, que não ajuda ninguém a chegar a lugar algum...          
    Eu tive a sorte de não passar por certos tipos de situações tensas, porém eu conheço muita gente que passou por algo do tipo, e quando isso acontece, o único resultado é o afastamento entre calouros e veteranos. Essa semana eu estava conversando sobre esse assunto com uns amigos, e um deles que é dono do Blog http://diariodeumestudant.blogspot.com/ começou a contar as dramáticas estórias de quando ele ainda era calouro de Ciência da Computação, e ele teve uma discussão com um veterano que tava tentando amedrontar os calouros falando das linguagens técnicas da computação, de como elas eram difíceis de aprender, e ele dignamente botou o veterano no chinelo, falando que já conhecia quase todas as linguagens, por causa do seu curso técnico em informática. Sim, ele ainda sabia mais linguagens que o veterano...
    O ano letivo começa e as piadas contra calouros também.  Brincadeiras sem graça, intimidação... Tudo pra tentar rebaixar os novatos. Essa briguinha ridícula entre veteranos e calouros tem que acabar! Mas é lógico que todo ano tem que ter um trotezinho básico com os calouros, né? O problema é que em algumas instituições esses trotes chegam a ser excessivos, humilhantes, discriminatórios e autoritários. (leia também em http://totefalandocolega.blogspot.com/2011/03/enfim-universidade.html).
     Veteranos já foram calouros e calouros um dia serão veteranos. O tempo passa e todos terão o mesmo diploma, todos terão cursado as mesmas matérias, todos compartilharão experiências iguais. E no fim, todo mundo vai ser farinha do mesmo saco!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O seu é melhor que o meu?

Nossa, depois de quase quatro meses sem postar nada aqui, devido eu está morrendo com as obrigações da Universidade, que acabou me distanciando do meu Blog amado, mas como sempre, eu reapareço das cinzas com uma revolta!
Eu venho reparando a mentalidade que algumas pessoas têm, de achar que o curso delas é melhor que os dos outros, o que além de ser uma total ignorância, ainda gera rivalidades entre alguns cursos...
Faz uns três dias que uma amiga me pediu pra ir com ela até o IFPA(  Instituto Federal do Pará), onde ela cursa Designer e estava fazendo uma planta de um prédio, passaram- se horas e ela ainda em seu trabalho minucioso quando de repente ela disse: “tu acredita que chegaram pra mim e disseram que o meu curso é muito fácil? Que é só desenhar? Eu estou a dias fazendo isso, e o ser humano ainda vem falar uma coisa dessas?”. Eu sinceramente acho uma falta de respeito uma pessoa chegar na tua cara e desmerecer o seu curso, e ainda dizer que o dele é melhor! Principalmente aqueles que nem se quer sabem o que você estuda e da sua importância na sociedade...
Muitas pessoas deixam de dar o verdadeiro valor a algumas profissões, por exemplo, eu passei o meu ensino médio inteiro ouvindo os meus próprios professores dizendo que a profissão é muito desmerecedora, que o salário é baixo, que é cansativo... Eu tinha até um professor que “jogava praga” para que nós no futuro fossemos professores, pois ele não agüentava a bagunça na sala de aula e queria que nós sentíssemos na pele o que ele passava conosco. Sinceramente, eu não falaria mal da minha própria profissão, principalmente se ela tivesse uma grande importância no desenvolvimento de uma sociedade, como os professores. Eu acredito que para você começar a ser respeitado, têm que se respeitar primeiro! O que seria de nós, se não tivesse alguém pra nos passar o conhecimento que precisamos levar pra vida? O que seria dos grandes gênios sem os seus professores?
Toda profissão tem a sua importância, pois assim como o médico salva vidas, os professores ensinam, os engenheiros constroem, os agrônomos plantam, os cientistas fazem descobertas... Uma coisa leva a outra, pois um profissional sempre dependerá do outro! Não há dúvida que os salários são diferentes nas diversas áreas de trabalhos, porém o importante é fazer o que você gosta, pois quando se é um bom profissional e ama o seu trabalho, não há nada mais gratificante do que exercer a profissão, e independente do salário, você será uma peça importante no desenvolvimento do seu país.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pessoas? As vezes eu preciso evitar algumas...


Durante a minha existência nessa Terra, eu venho convivendo com os mais diversos tipos de pessoas e sempre tem um tipo que nos incomoda muito, como aquelas que não conseguem se virar só, as que se fazem de vítima e as ciumentas...
Sabe aquela pessoa que não consegue fazer nada sem que alguém mande? Que não sabe andar só? Que precisa que sempre haja alguém ao seu lado pra ela poder encher bastante o saco? Pois é, pra mim isso tem nome, carência!
Você sempre conhece uma amiga (o) que não consegue dar um passo sem te consultar, tem que ficar contando os detalhes de tudo, se lastimando, se botando pra baixo, dizendo que não vai conseguir... E você tem que ficar horas ouvindo os problemas alheios... É claro que amigo é pra essas coisas, mas tem uma hora que nós temos que dá um tempo, todos nós temos problemas, mas nem sempre precisamos atormentar os outros com eles, tem coisas que são tão intimas, que realmente não precisam ser compartilhadas...
Tem aqueles amiguinhos que sempre se passam por vítimas em tudo, ficam se fazendo de coitadinhos, tomam atitudes infantis e ficam esperando que alguém corra atrás deles pra tentar consolá-los. Isso é o cúmulo! E o pior de tudo é você se sentir mal por não ter ido lá “ajudá-lo”. Sinceramente, não adianta fazer uma merda e depois arranjar mil motivos pra tentar se desculpar depois. Quando eu faço algo de errado eu prefiro nem tentar me justificar e muito menos culpar outras pessoas pelos meus erros, pois cada um sabe o buraco que está se metendo... Se você errou, o passo a ser tomado e reconhecer suas falhas, aprender com elas, para que não vá cometer os mesmos equívocos de antes, e levantar a cabeça. Errou? Então pronto! Você não vai conseguir voltar no tempo pra corrigir nada, então pare de chorar e siga em frente!
E as pessoas ciumentas? As minhas “queridinhas”... Uma das coisas mais comuns em um relacionamento seja amoroso ou entre amigos, o ciúme é algo normal. Significa que você se importa com o outro, que se sente ameaçado em perder sua atenção, mas tem gente que extrapola nos cuidados...
Eu realmente não entendo a cabeça de um ser extremamente ciumento. É serio! A pessoa liga, fica investigando a vida social, as ligações e mensagens do outro, segue, interroga, reclama, chora, perturba... AI TÁ BOM!  
Toda vez que me envolvo com pessoas ciumentas, a primeira coisa que me dá, é uma vontade desesperadora de me livrar dela, pois eu acredito que quando você está em um relacionamento com alguém algo primordial é a confiança. Não adianta você começar algo sem acreditar no seu parceiro. Eu acredito que quando alguém está afim de trair, não adianta ficar 24h vigiando o outro, que ele vai arranjar um jeito de pular a cerca! Ele vai ter alguma desculpa perfeita pra tentar te enganar, vai estar com outra quando estiver na “universidade” ou dizer que está fazendo algo na casa do amigo mas vai está na farra. Enfim, não adianta se descabelar, gritar ter ataques histéricos... Se eles quiserem te meter um belo par de chifres, eles vão te meter, queridinhos, aceitem o fato!
E por isso que eu sou a favor de um relacionamento onde haja liberdade, sem cobranças extremas, sem desconfianças, como dizia o sábio Raul Seixas: “amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade”, nada melhor que essa frase pra viver um bom relacionamento.
Eu acredito que todos têm que viver a sua vida, sem se matar de preocupações com os outros, e sem dúvida se amar em primeiro lugar.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Depois de duas horas...


 Uma das coisas que eu mais odeio em algumas pessoas é a capacidade delas de não conseguir calcular o tempo, e fazerem o favor de se atrasarem...
Eu tenho sérios problemas com horários, pois sempre fui muito ansiosa e quando marco um compromisso com alguém sempre chego no horário, ou antes... Sempre fui muito calculista com meu tempo, mesmo que às vezes eu “esqueça” de marcar presença com os meus estudos, é quase impossível de eu marcar furo com alguém!
Parece que há pessoas que fazem questão de se atrasar, você marca 19:00h em algum lugar e ela liga as 19:30 pra dizer que ainda ta na parada de ônibus... Ai vem à famosa desculpa: “Ah, mas eu moro longe...” Sim, então por que não saiu mais cedo? É lógico que às vezes acontecem alguns imprevistos. Mas sempre? Ah não!
Quando é um amigo, a gente briga, discute, mas o pior de tudo é quando nós marcamos horário com algum profissional e passamos horas esperando e nada... Isso acontece muito... Eu, por exemplo, já fiquei mais de 1h esperando um dentista e nada, e o pior ainda é que eu fui mal atendida... Esperar professor então... Tinha dias que eu ia ao colégio só patetar, e ainda tinha aqueles  professores que chegavam atrasados e não davam aula direito... Quando o compromisso envolve negócios profissionais é indispensável cumprir com suas obrigações.
                Tem gente que além de ficar te enrolando, ainda marca furo... Sabe aquele amigo que fica mandando mensagem dizendo que ta saindo de casa? Uns 30 minutos depois ele manda outra mensagem dizendo que começou a chover e ele vai esperar a chuva passar... Até que 2 horas depois você liga e ele diz que não vai mais? Pois é, eu tenho um monte desses, e já cansei de brigar com eles... Eu acredito que quando nós queremos uma coisa, nós corremos atrás, nós cumprimos... Então por que não ser objetivo? Custa dizer logo que não vai? CUSTA???
Ser pontual é ter respeito com quem lhe espera...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu tô pagando!

Hoje eu estou na universidade, mas sempre me pego pensando de como vai ser quando eu começar a trabalhar... Com quem eu irei trabalhar? Onde? Essas coisas me assustam...
        Ultimamente eu venho reparado nos trabalhadores com que eu me deparo todos os dias, e eu percebi que independente da função que eles exercem na sociedade, se ele é feliz com ela, sempre será um bom profissional.
        Hoje eu entrei no ônibus e o cobrador me deu um belo “Bom dia!”, parece ser a coisa mais comum do mundo ouvir essa frase de manhã, mas eu senti que não foi um bom dia mecânico, mas sim um autentico bom dia! E também nessa semana quando eu estava fazendo uma pesquisa em uma empresa ruralista para apresentar meu seminário, fui muito bem atendida pela telefonista da FAEPA, que me tratou como se eu realmente fosse uma pessoa importante lá dentro, eu fico até feliz só de me lembrar... Ela me explicou tudo bem detalhado, e quando desligou mandou até beijos, eu fiquei feliz por isso!
É desagradável você chegar em algum lugar e ser atendido por um funcionário mal humorado, que está te passando uma energia ruim, ou por aqueles que ficam te seguindo dentro da loja, como se você fosse roubar algo.Quando isso acontece comigo eu me sinto totalmente sufocada e desisto da compra.
Eu tenho sérios problemas com funcionários de alguns locais daqui de Belém. Tem uma funcionária que trabalha como atendente de uma famosa sorveteria daqui. Ela sempre me trata mal, e não é neura minha não! Uma vez eu fui comprar sorvete lá, e perguntei pra ela se tinha “Romeu & Julieta”, ela olhou pra minha cara e perguntou se tinha esse tipo de sorvete escrito no letreiro que estava pendurado lá... Eu fiquei totalmente sem reação, e pra completar ainda estava sem óculos, mas continuei olhando pra cara dela como se eu tivesse perguntando: “Você não vai responder?”. Outra vez a mesma funcionária disse que eu tinha que me retirar porque estava há muito tempo sentada lá, e o espaço era rotatório... E de novo eu fiquei sem reação, e em nenhum lugar dentro da sorveteria tinha alguma plaquinha avisando que tinha tempo pra sair. Parece que tem gente que acha que está fazendo o favor de vender pra gente, oraporra! Eu que to fazendo o favor de pagar o salário deles!
A arte de trabalhar requer do profissional muita paciência, principalmente para aqueles que vão lidar com o público... As vezes as pessoas acham que devem abusar dos vendedores, atendentes, telefonistas e adjacentes, só porque eles têm a “obrigação”de nos atender. Essa semana eu estava fazendo compras em uma loja de departamentos, quando comecei a ouvir umas senhoras que estavam na fila atrás de mim, resmungado contra  uma das vendedoras que estava  em um dos caixas, e o dialogo foi:

Tia 1: Mana tu viu só essa vendedora?
Tia 2: O que foi?
Tia 1: Ele me olhou com uma cara de raiva...
Tia 2: Ixi! Foi mesmo?
Tia 1: Ela pensa que é quem? Ela não passa de uma balconistazinha! Eu que pago o salário dela, é por isso que ela ta atrás do balcão, é pra me atender bem!
Tia 2: É mana, a gente ta pagando e ainda é tratado mal.

Eu não vi a funcionária olhar pra ela, mais sei lá, ficou um clima super ruim entre as vendedoras, porque o que a senhora disse valeu pra todas, do ponto de vista foram frases muito rebaixadoras, as vezes uma palavra ofende quem não tem nada a ver com a situação.
O pior de que ter problemas com o público é ter problemas dentro do seu próprio trabalho... Sempre existe uma certa rivalidade dentro do emprego, principalmente entre mulheres (eu digo isso porque sei aonde nós vamos pra conseguir uma coisa...). O respeito tem que existir acima de tudo, pois às vezes confundimos amizade com trabalho, principalmente aqueles que atuam em escritório...
Eu acredito que tem que haver o respeito tanto do lado do funcionário, quanto do cliente, pois sempre tem uns  que adoram humilhar os vendedores... Eu já vi cada cena ridícula. Uma vez um homem fazendo um show de escândalos com uma vendedora porque ela tinha passado a compra duas vezes... Ele está certo de reclamar, mas tudo poderia ter se resolvido com uma conversa, ele poderia ter chamado calmamente o gerente, e pronto! As coisas se resolveriam, mas algumas pessoas adoram um barraquinho né?
Sempre irá haver uma troca de favores, ninguém é melhor que ninguém ao ponto de achar que tem o direito de ofender, expor alguém... As relações profissionais tinham que ser tratadas dessa forma, com respeito! Cada um tem sua função na sociedade, uns dependem dos outros, assim o mundo continua andando...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quem se importa com as minhas necessidades?

Sabe aquelas vezes quando você está fora de casa, e te dá uma vontade básica de ir ao banheiro? E você olha para os lados com uma cara de desespero e não encontrar nenhum lugar para se aliviar? É colega, é tenso...
Eu tive a idéia de escrever sobre esse assunto desde a semana passada quando eu passei por essa infeliz situação. Porém a coisa aconteceu de forma  MUITO diferente... Eu tinha acabado de voltar do almoço, quando resolvi ir a um dos mais conhecidos pontos turísticos de Belém, O Parque da Residência, pois toda vez que passo pela Magalhães Barata (uma das mais movimentadas avenidas de Belém), sempre tiro um tempinho pra ir dar uma voltinha por lá. Estava tudo lindo é maravilhoso, até que me deu uma vontade de ir ao banheiro... Tranquilamente me dirigi ao Teatro Gasômetro, localizado dentro do Parque, e normalmente procurei o banheiro, ele tava trancado, porém um dos funcionários estava com a chave e fez o favor de abri-lo pra mim. Depois voltei para os bancos que ficam lá fora... Passaram-se algumas horas e me deu vontade de ir novamente ao banheiro, porém dessa vez quando eu estava quase entrando no Teatro, fui barrada por um segurança...

Segurança: Você não pode passar pra lá.
Eu: Eu quero usar o banheiro.
Segurança: O banheiro é de uso dos funcionários.
Eu: Mas eu acabei de vir de lá, e ninguém me barrou, e eu sempre entro ai...
Segurança: Se eu tivesse aqui, você não tinha passado pra lá...
Eu: E não tem outro banheiro?
Segurança: Não!
Eu: Como é que um estabelecimento público como esse não tem banheiro pro público? Um cartão postal desse nível não tem condições de receber o povo daqui, quanto mais os turistas... (falando bonito)
Segurança: Eu não posso fazer nada. Se você quiser, tem que pedir autorização pro inspetor...
Eu: Hum, e dei as costas... (Jogando todas as pragas possíveis pra ele)

Eu até entendo que ele esteja fazendo o trabalho dele, e seguindo ordens, mas eu NUNCA tive problemas em usar o banheiro de lá, mesmo quando tinha seguranças por perto, nunca fui barrada...
Mas e ai? Quem se importa com as minhas e suas necessidades? Como pode um cartão postal da metrópole da Amazônia não ter banheiro para os visitantes? Isso é uma falta de respeito com público! Quem é o responsável por essa bagaça? O governo? A secult? Quem??? A gente reclama onde?
Esse problema de falta de banheiros não é só visível em ambientes públicos... Quanta das vezes eu entrei em lojas de departamento, bancos, lanchonetes, e outros locais, e me deparei com situações constrangedoras como essa? O pior de tudo é quando você está consumindo algo no local, e nem tem o direito de...
Uma vez que estava com uns amigos em Mosqueiro- PA, um deles sentiu vontade de ir ao banheiro... Quando não se está consumindo nada nos bares, é cobrada uma taxa de R$ 1 para usar o banheiro, porém como eu estava morrendo de sede, pedi pra ele comprar uma água pra mim, assim nós estaríamos consumindo e “teoricamente” teríamos o direito de usar o banheiro, ENTRETANTO...

Tia do bar: Não dá pra você usar o banheiro...
Ra: Por quê?
Tia do bar: Porque você não está consumindo!
Ra: Sim, eu não comprei a água, eu não estou consumindo?
Tia do bar: É... Mas é só uma água...
Ra: Mas é só um banheiro... (fazendo cara de desprezo)
 Clima tenso. Depois de umas trocas de olhares, com um ar de ameaça de morte...
Tia do bar: Tá, ta... Vai, pode usar...
Ra: Foi se aliviar, depois de resmungar, dizendo que todo mundo usava aqueles banheiros...

E quem se importa com a minha vontade? Quem se importa com a sua vontade? E quanto àquelas pessoas que não conseguem um banheiro ou algum canto pra se aliviar? E ainda tem gente que reclama daqueles homens que urinam em postes, muros, árvores ou adjacentes cilíndricos que possam esconder suas partes intimas... Não que esse tipo de coisa seja correta, mas na hora do sufoco temos que dar um jeito, mesmo que seja da pior forma...
Eu acho que os órgãos responsáveis deveriam implantar banheiros em alguns pontos específicos, como os centros, onde o fluxo de pessoas é grande, seguindo o exemplo de grandes cidades como o Rio de Janeiro, onde há diversos banheiros em toda extensão das praias, ou Recife, onde há banheiros nos centros e até nos camelódromos... Eles poderiam até cobrar pequenas taxas pra ajudar na manutenção, como é feito nos banheiros da Praça da República... Isso evitaria muitas situações constrangedoras.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Verduras animais

     Há umas duas semanas atrás, uma das minhas professoras de introdução as ciências agrárias passou um documentário para a minha turma assistir, e o que me chamou atenção logo de cara, foi o título: “A carne é fraca”. O documentário foi produzido pelo instituto Nina Rosa, e retrata a realidade vivida nos atuais criadouros de animais que são destinados ao abate. A maioria das pessoas ainda não tem conhecimento da forma de como são tratados os animais, porém o documentário serviu muito bem pra explicar de forma bem realista, o triste tratamento que os destinam.

    Nas cenas que são destinadas aos frangos, os pintinhos são tratados como verduras,que você olha, seleciona as melhores e descarta no lixo as podres, e acredite, tudo isso acontece literalmente...Eles são jogados ainda vivos, em uns grandes cestos de lixo junto com as cascas e os outros pintinhos que não sobreviveram... Depois de “selecionados”, eles são levados pra salas onde são amontoados em caixas, que ficam umas sobre as outras, algo que é totalmente sufocante, lutando para conseguir respirar... E não acaba por ai não...Você se lembra daquela velha música: “ meu pintinho amarelinho,cabe aqui na minha mão, na minha mão...” ? Pois sim, você sabe por que eles ficam amarelinhos? Não? Pois bem, é porque nessas salas onde eles ficam sufocados, há a liberação de formol, e por causa da inalação desse gás, eles adquirem cor... E tudo isso porque se eles forem amarelinhos, vão chamar mais atenção do consumidor.
       As aves ficam em total stress, pois  são mantidas em gaiolas minúsculas, com luzes acesas para que possam passar na noite comendo rações com hormônios, para engordarem e  por mais ovos.
      Se as galinhas sofrem, agora imagine os bovinos, que começa desde o nascimento, onde eles são logo separados de suas mães...
      Há um tipo de produção de carne especial, que são os famosos “baby beefs”, ela é oriunda dos bezerros desmamados, que são separados de suas mães. Essa é uma parte muito emocionante do documentário, pois um dos convidados relata que o que fez ele deixar de trabalhar nesse sistema, foi quando ele estava embarcando os bezerros no caminhão, e quando o caminhão saiu, as vacas começaram a seguir o veículo, como se estivessem tentando buscar seus filhotes... Os bezerros são levados para outros locais, onde são presos, com correntes no corpo, dentro de gaiolas muito pequenas, para que não possam se mexer, justamente para não criarem músculos, pois uma das características dessa carne é a maciez. Nesses locais, eles ficam no total escuro, e passam o dia inteiro tomando leite, para ficarem anêmicos, e a carne ficar branca, um dos fatores atrativos dos “baby beef”.
     Nessas fazendas especializadas em produção de leite, os criadores injetam hormônios nas vacas, que fazem aumentar até 20% da produção de leite, fazendo com que as tetas fiquem muito inchadas, o que causa infecções internas, e esses problemas são tratados com remédios, que ao serem injetados, caem direto na corrente sanguínea, e  interferem na qualidade do leite. Ou seja, o leite que você toma no seu café da manhã, pode está misturado com remédios e hormônios.
      Os bois além de tomarem doses cavalares de hormônios, ainda passam por um stress muito grande na hora do abate. Eles são colocados em fileira, dentro de um corredor minúsculo,que leva até a uma entrada, e ao passarem por lá,uma pessoa que está do outro lado dá um tiro na cabeça do boi, com uma espécie de pistola, que entra até o cérebro, e volta. O boi cai e é levado para o sangramento, e enquanto isso os bois que estavam atrás, ficam estressados,pois percebem o que está acontecendo,sabem que vão morrer, fazendo com que a pupila deles se dilatem, e ocorra a liberação de enzimas tóxicas na corrente sanguínea,o que interfere diretamente na qualidade da carne,fazendo-a enrijecer.
      Eu não sou vegetariana, e nem pretendo mudar a minha educação alimentar, mas o documentário foi de extrema importância, pois muitos dos processos utilizados nessas fazendas, são de total desconhecimento da população, assim ele “abre os olhos”do consumidor, principalmente daquele que imaginava que os animais eram criados livres.