quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pessoas? As vezes eu preciso evitar algumas...


Durante a minha existência nessa Terra, eu venho convivendo com os mais diversos tipos de pessoas e sempre tem um tipo que nos incomoda muito, como aquelas que não conseguem se virar só, as que se fazem de vítima e as ciumentas...
Sabe aquela pessoa que não consegue fazer nada sem que alguém mande? Que não sabe andar só? Que precisa que sempre haja alguém ao seu lado pra ela poder encher bastante o saco? Pois é, pra mim isso tem nome, carência!
Você sempre conhece uma amiga (o) que não consegue dar um passo sem te consultar, tem que ficar contando os detalhes de tudo, se lastimando, se botando pra baixo, dizendo que não vai conseguir... E você tem que ficar horas ouvindo os problemas alheios... É claro que amigo é pra essas coisas, mas tem uma hora que nós temos que dá um tempo, todos nós temos problemas, mas nem sempre precisamos atormentar os outros com eles, tem coisas que são tão intimas, que realmente não precisam ser compartilhadas...
Tem aqueles amiguinhos que sempre se passam por vítimas em tudo, ficam se fazendo de coitadinhos, tomam atitudes infantis e ficam esperando que alguém corra atrás deles pra tentar consolá-los. Isso é o cúmulo! E o pior de tudo é você se sentir mal por não ter ido lá “ajudá-lo”. Sinceramente, não adianta fazer uma merda e depois arranjar mil motivos pra tentar se desculpar depois. Quando eu faço algo de errado eu prefiro nem tentar me justificar e muito menos culpar outras pessoas pelos meus erros, pois cada um sabe o buraco que está se metendo... Se você errou, o passo a ser tomado e reconhecer suas falhas, aprender com elas, para que não vá cometer os mesmos equívocos de antes, e levantar a cabeça. Errou? Então pronto! Você não vai conseguir voltar no tempo pra corrigir nada, então pare de chorar e siga em frente!
E as pessoas ciumentas? As minhas “queridinhas”... Uma das coisas mais comuns em um relacionamento seja amoroso ou entre amigos, o ciúme é algo normal. Significa que você se importa com o outro, que se sente ameaçado em perder sua atenção, mas tem gente que extrapola nos cuidados...
Eu realmente não entendo a cabeça de um ser extremamente ciumento. É serio! A pessoa liga, fica investigando a vida social, as ligações e mensagens do outro, segue, interroga, reclama, chora, perturba... AI TÁ BOM!  
Toda vez que me envolvo com pessoas ciumentas, a primeira coisa que me dá, é uma vontade desesperadora de me livrar dela, pois eu acredito que quando você está em um relacionamento com alguém algo primordial é a confiança. Não adianta você começar algo sem acreditar no seu parceiro. Eu acredito que quando alguém está afim de trair, não adianta ficar 24h vigiando o outro, que ele vai arranjar um jeito de pular a cerca! Ele vai ter alguma desculpa perfeita pra tentar te enganar, vai estar com outra quando estiver na “universidade” ou dizer que está fazendo algo na casa do amigo mas vai está na farra. Enfim, não adianta se descabelar, gritar ter ataques histéricos... Se eles quiserem te meter um belo par de chifres, eles vão te meter, queridinhos, aceitem o fato!
E por isso que eu sou a favor de um relacionamento onde haja liberdade, sem cobranças extremas, sem desconfianças, como dizia o sábio Raul Seixas: “amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade”, nada melhor que essa frase pra viver um bom relacionamento.
Eu acredito que todos têm que viver a sua vida, sem se matar de preocupações com os outros, e sem dúvida se amar em primeiro lugar.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Depois de duas horas...


 Uma das coisas que eu mais odeio em algumas pessoas é a capacidade delas de não conseguir calcular o tempo, e fazerem o favor de se atrasarem...
Eu tenho sérios problemas com horários, pois sempre fui muito ansiosa e quando marco um compromisso com alguém sempre chego no horário, ou antes... Sempre fui muito calculista com meu tempo, mesmo que às vezes eu “esqueça” de marcar presença com os meus estudos, é quase impossível de eu marcar furo com alguém!
Parece que há pessoas que fazem questão de se atrasar, você marca 19:00h em algum lugar e ela liga as 19:30 pra dizer que ainda ta na parada de ônibus... Ai vem à famosa desculpa: “Ah, mas eu moro longe...” Sim, então por que não saiu mais cedo? É lógico que às vezes acontecem alguns imprevistos. Mas sempre? Ah não!
Quando é um amigo, a gente briga, discute, mas o pior de tudo é quando nós marcamos horário com algum profissional e passamos horas esperando e nada... Isso acontece muito... Eu, por exemplo, já fiquei mais de 1h esperando um dentista e nada, e o pior ainda é que eu fui mal atendida... Esperar professor então... Tinha dias que eu ia ao colégio só patetar, e ainda tinha aqueles  professores que chegavam atrasados e não davam aula direito... Quando o compromisso envolve negócios profissionais é indispensável cumprir com suas obrigações.
                Tem gente que além de ficar te enrolando, ainda marca furo... Sabe aquele amigo que fica mandando mensagem dizendo que ta saindo de casa? Uns 30 minutos depois ele manda outra mensagem dizendo que começou a chover e ele vai esperar a chuva passar... Até que 2 horas depois você liga e ele diz que não vai mais? Pois é, eu tenho um monte desses, e já cansei de brigar com eles... Eu acredito que quando nós queremos uma coisa, nós corremos atrás, nós cumprimos... Então por que não ser objetivo? Custa dizer logo que não vai? CUSTA???
Ser pontual é ter respeito com quem lhe espera...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

É pública? Sério?


Federal
Milhares de pessoas nesse imenso Brasil sonham a cada dia em conseguir ingressar em uma instituição de ensino superior pública, e pra isso se matam por horas e horas estudando, pra conseguir realizar esse sonho, e quando conseguem...
 Xerox, apostilas, seminários, banners, impressão, viagem, congresso, alimentação, tudo e um pouco mais somado aos gastos que os estudantes têm diariamente... Nossa é muito dinheiro! Eu sempre me pergunto como é que faz um estudante que não tem condições de bancar um Banner pra apresentar um seminário? Alguns chegam a custar R$ 80/90, e pior que alguns professores exigem o uso deles na apresentação. E aí? Fazer o quê? Como o pai de família que ganha um salário mínimo faz? Mesmo com os auxílios dados aos estudantes de baixa renda, muitas vezes não dá pra cobrir todos gastos...
Com o ápice da globalização, tudo gira em torno da Internet,  e ter um computador hoje é essencial, não só para o uso nos trabalhos, mas também para pesquisas na Internet. Os professores agora mandam materiais como: Slides de aulas, apostilas, exercícios, imagens, avisos, tudo por email, ou seja, quem não tem computador, e nem tem R$ 1 pra acessar a Internet em algum cyber com Internet discada, está totalmente desatualizado da turma. Novos sistemas de interação com os alunos são implantados nas universidades, como o Moodle, onde são aplicados trabalhos, há discussões, chats, enquetes, que são monitorados pelos professores.
Botas adventure
As cotas ajudaram muito no ingresso de alguns estudantes, mas a maior ajuda que eles deveriam receber seria dentro da universidade, pois o dinheiro às vezes não ajuda! Se eu fosse somar o quanto eu gasto de Xerox por mês... Ixii, muito dinheiro! E quando você não pode ficar até tarde na biblioteca estudando, não tem como ficar sem elas. E sem contar gastos com materiais exigidos por alguns cursos como: Jalecos, luvas, botas, bússolas, martelos, kit de Odontologia que chegam a custar R$ 1.900.00, livros, máquinas científicas etc...
Mas a pior parte de não ter dinheiro, é ficar sem almoçar! Em todo Brasil só há 2 universidades que oferecem almoço de graça para os estudantes e entre elas está a minha querida  UFRA ( \O/  )-e as outras distribuem as refeições a preço de “custo”, que variam em torno de R$ 1/3, que são acessíveis, mas ainda não dá pra todos pagarem, pois com os gastos com passagens, e os citados acima, nem sempre se enquadra no orçamento familiar. As refeições deveriam ser distribuídas gratuitamente em todas as instituições, pois amenizaria o problema de alunos que fazem cursos integrais, que muitas vezes chegam a sair a noite da instituição.
UFRA- Caminho percorrido pelos alunos a pé
                Nesse ano muitas instituições públicas entraram em greve, e com isso deixaram de fornecer assistência aos alunos, como o funcionamento de bibliotecas, restaurantes, ônibus, secretarias... E como ficam os alunos nessa história? Na minha instituição, por exemplo, com a falta de ônibus (Bagé), os alunos têm que andar km até chegar ao local de aula, e o sol? E a chuva? Isso é o de menos, pois todo mundo dá um jeito de pegar carona com algum ser caridoso, ou pagar pelo  novo meio de trasporte dentro da UFRA, os mototaxis, que tem tarifa tabelada, R$ 2 até o prédio central...
Mas e a biblioteca? Como estamos no fim do semestre, há pilhas de trabalhos, provas e seminários pra fazer, e não temos nem o auxilio de um único livro sequer... Ainda tem uns professores bonzinhos que sedem livros em Pdf, mas e quem não tem computador? Zero!
                O governo deveria expandir os auxílios dados aos estudantes (que já não são poucos), pois não é só o estudante de baixa renda que não tem condições de arcar com os gastos, mas alunos vindo de escolas particulares também sentem no bolso a dor de tirar R$ 8 pra gastar com papel... 
É colega, se você não tem dinheiro nem pra pagar a sua passagem, sinto muito lhe informar que você não conseguirá cursar nem ao menos um semestre, pois você provavelmente não conseguirá bater Xerox de todos os livros, e ficará retido em alguma matéria. Caso você tiver condições de bancar todas essas despesas, e os extras com as farras, seja bem vindo!  

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu tô pagando!

Hoje eu estou na universidade, mas sempre me pego pensando de como vai ser quando eu começar a trabalhar... Com quem eu irei trabalhar? Onde? Essas coisas me assustam...
        Ultimamente eu venho reparado nos trabalhadores com que eu me deparo todos os dias, e eu percebi que independente da função que eles exercem na sociedade, se ele é feliz com ela, sempre será um bom profissional.
        Hoje eu entrei no ônibus e o cobrador me deu um belo “Bom dia!”, parece ser a coisa mais comum do mundo ouvir essa frase de manhã, mas eu senti que não foi um bom dia mecânico, mas sim um autentico bom dia! E também nessa semana quando eu estava fazendo uma pesquisa em uma empresa ruralista para apresentar meu seminário, fui muito bem atendida pela telefonista da FAEPA, que me tratou como se eu realmente fosse uma pessoa importante lá dentro, eu fico até feliz só de me lembrar... Ela me explicou tudo bem detalhado, e quando desligou mandou até beijos, eu fiquei feliz por isso!
É desagradável você chegar em algum lugar e ser atendido por um funcionário mal humorado, que está te passando uma energia ruim, ou por aqueles que ficam te seguindo dentro da loja, como se você fosse roubar algo.Quando isso acontece comigo eu me sinto totalmente sufocada e desisto da compra.
Eu tenho sérios problemas com funcionários de alguns locais daqui de Belém. Tem uma funcionária que trabalha como atendente de uma famosa sorveteria daqui. Ela sempre me trata mal, e não é neura minha não! Uma vez eu fui comprar sorvete lá, e perguntei pra ela se tinha “Romeu & Julieta”, ela olhou pra minha cara e perguntou se tinha esse tipo de sorvete escrito no letreiro que estava pendurado lá... Eu fiquei totalmente sem reação, e pra completar ainda estava sem óculos, mas continuei olhando pra cara dela como se eu tivesse perguntando: “Você não vai responder?”. Outra vez a mesma funcionária disse que eu tinha que me retirar porque estava há muito tempo sentada lá, e o espaço era rotatório... E de novo eu fiquei sem reação, e em nenhum lugar dentro da sorveteria tinha alguma plaquinha avisando que tinha tempo pra sair. Parece que tem gente que acha que está fazendo o favor de vender pra gente, oraporra! Eu que to fazendo o favor de pagar o salário deles!
A arte de trabalhar requer do profissional muita paciência, principalmente para aqueles que vão lidar com o público... As vezes as pessoas acham que devem abusar dos vendedores, atendentes, telefonistas e adjacentes, só porque eles têm a “obrigação”de nos atender. Essa semana eu estava fazendo compras em uma loja de departamentos, quando comecei a ouvir umas senhoras que estavam na fila atrás de mim, resmungado contra  uma das vendedoras que estava  em um dos caixas, e o dialogo foi:

Tia 1: Mana tu viu só essa vendedora?
Tia 2: O que foi?
Tia 1: Ele me olhou com uma cara de raiva...
Tia 2: Ixi! Foi mesmo?
Tia 1: Ela pensa que é quem? Ela não passa de uma balconistazinha! Eu que pago o salário dela, é por isso que ela ta atrás do balcão, é pra me atender bem!
Tia 2: É mana, a gente ta pagando e ainda é tratado mal.

Eu não vi a funcionária olhar pra ela, mais sei lá, ficou um clima super ruim entre as vendedoras, porque o que a senhora disse valeu pra todas, do ponto de vista foram frases muito rebaixadoras, as vezes uma palavra ofende quem não tem nada a ver com a situação.
O pior de que ter problemas com o público é ter problemas dentro do seu próprio trabalho... Sempre existe uma certa rivalidade dentro do emprego, principalmente entre mulheres (eu digo isso porque sei aonde nós vamos pra conseguir uma coisa...). O respeito tem que existir acima de tudo, pois às vezes confundimos amizade com trabalho, principalmente aqueles que atuam em escritório...
Eu acredito que tem que haver o respeito tanto do lado do funcionário, quanto do cliente, pois sempre tem uns  que adoram humilhar os vendedores... Eu já vi cada cena ridícula. Uma vez um homem fazendo um show de escândalos com uma vendedora porque ela tinha passado a compra duas vezes... Ele está certo de reclamar, mas tudo poderia ter se resolvido com uma conversa, ele poderia ter chamado calmamente o gerente, e pronto! As coisas se resolveriam, mas algumas pessoas adoram um barraquinho né?
Sempre irá haver uma troca de favores, ninguém é melhor que ninguém ao ponto de achar que tem o direito de ofender, expor alguém... As relações profissionais tinham que ser tratadas dessa forma, com respeito! Cada um tem sua função na sociedade, uns dependem dos outros, assim o mundo continua andando...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quem se importa com as minhas necessidades?

Sabe aquelas vezes quando você está fora de casa, e te dá uma vontade básica de ir ao banheiro? E você olha para os lados com uma cara de desespero e não encontrar nenhum lugar para se aliviar? É colega, é tenso...
Eu tive a idéia de escrever sobre esse assunto desde a semana passada quando eu passei por essa infeliz situação. Porém a coisa aconteceu de forma  MUITO diferente... Eu tinha acabado de voltar do almoço, quando resolvi ir a um dos mais conhecidos pontos turísticos de Belém, O Parque da Residência, pois toda vez que passo pela Magalhães Barata (uma das mais movimentadas avenidas de Belém), sempre tiro um tempinho pra ir dar uma voltinha por lá. Estava tudo lindo é maravilhoso, até que me deu uma vontade de ir ao banheiro... Tranquilamente me dirigi ao Teatro Gasômetro, localizado dentro do Parque, e normalmente procurei o banheiro, ele tava trancado, porém um dos funcionários estava com a chave e fez o favor de abri-lo pra mim. Depois voltei para os bancos que ficam lá fora... Passaram-se algumas horas e me deu vontade de ir novamente ao banheiro, porém dessa vez quando eu estava quase entrando no Teatro, fui barrada por um segurança...

Segurança: Você não pode passar pra lá.
Eu: Eu quero usar o banheiro.
Segurança: O banheiro é de uso dos funcionários.
Eu: Mas eu acabei de vir de lá, e ninguém me barrou, e eu sempre entro ai...
Segurança: Se eu tivesse aqui, você não tinha passado pra lá...
Eu: E não tem outro banheiro?
Segurança: Não!
Eu: Como é que um estabelecimento público como esse não tem banheiro pro público? Um cartão postal desse nível não tem condições de receber o povo daqui, quanto mais os turistas... (falando bonito)
Segurança: Eu não posso fazer nada. Se você quiser, tem que pedir autorização pro inspetor...
Eu: Hum, e dei as costas... (Jogando todas as pragas possíveis pra ele)

Eu até entendo que ele esteja fazendo o trabalho dele, e seguindo ordens, mas eu NUNCA tive problemas em usar o banheiro de lá, mesmo quando tinha seguranças por perto, nunca fui barrada...
Mas e ai? Quem se importa com as minhas e suas necessidades? Como pode um cartão postal da metrópole da Amazônia não ter banheiro para os visitantes? Isso é uma falta de respeito com público! Quem é o responsável por essa bagaça? O governo? A secult? Quem??? A gente reclama onde?
Esse problema de falta de banheiros não é só visível em ambientes públicos... Quanta das vezes eu entrei em lojas de departamento, bancos, lanchonetes, e outros locais, e me deparei com situações constrangedoras como essa? O pior de tudo é quando você está consumindo algo no local, e nem tem o direito de...
Uma vez que estava com uns amigos em Mosqueiro- PA, um deles sentiu vontade de ir ao banheiro... Quando não se está consumindo nada nos bares, é cobrada uma taxa de R$ 1 para usar o banheiro, porém como eu estava morrendo de sede, pedi pra ele comprar uma água pra mim, assim nós estaríamos consumindo e “teoricamente” teríamos o direito de usar o banheiro, ENTRETANTO...

Tia do bar: Não dá pra você usar o banheiro...
Ra: Por quê?
Tia do bar: Porque você não está consumindo!
Ra: Sim, eu não comprei a água, eu não estou consumindo?
Tia do bar: É... Mas é só uma água...
Ra: Mas é só um banheiro... (fazendo cara de desprezo)
 Clima tenso. Depois de umas trocas de olhares, com um ar de ameaça de morte...
Tia do bar: Tá, ta... Vai, pode usar...
Ra: Foi se aliviar, depois de resmungar, dizendo que todo mundo usava aqueles banheiros...

E quem se importa com a minha vontade? Quem se importa com a sua vontade? E quanto àquelas pessoas que não conseguem um banheiro ou algum canto pra se aliviar? E ainda tem gente que reclama daqueles homens que urinam em postes, muros, árvores ou adjacentes cilíndricos que possam esconder suas partes intimas... Não que esse tipo de coisa seja correta, mas na hora do sufoco temos que dar um jeito, mesmo que seja da pior forma...
Eu acho que os órgãos responsáveis deveriam implantar banheiros em alguns pontos específicos, como os centros, onde o fluxo de pessoas é grande, seguindo o exemplo de grandes cidades como o Rio de Janeiro, onde há diversos banheiros em toda extensão das praias, ou Recife, onde há banheiros nos centros e até nos camelódromos... Eles poderiam até cobrar pequenas taxas pra ajudar na manutenção, como é feito nos banheiros da Praça da República... Isso evitaria muitas situações constrangedoras.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Os nossos pingos querem brincar!


   Há uma semana, eu estava passeando na pracinha que fica aqui perto de casa, quando vi uma cena que me marcou muito, um menino que devia ter mais ou menos uns 10/11 anos, que estava vendendo bombons e cigarros em um tabuleiro, essa é uma cena bem comum de se ver por aqui, mas o que me chamou a atenção não foi só o fato de ele está vendendo, mas também porque ele estava parado, olhando as outras crianças que estavam brincando, com um olhar de que também queria estar naquele meio... Se nós formos parar pra reparar em todas as cenas que vemos diariamente, iríamos descobrir que muita coisa está errada... Desde quando é normal uma criança ficar até tarde da noite vendendo bombons e CIGARROS? E a partir de que lei foi permitida a venda de cigarros para crianças?
    Desde cedo essas crianças estão sendo obrigadas a assumir um papel que jamais deveria ser delas, e os pais dessas crianças, o que estão fazendo nesse intervalo de tempo? Será que estão se expondo com um tabuleiro amarrado no pescoço? É muito mais comovente vê uma criança vendendo de que um adulto, logo as crianças têm mais facilidade de venda, e justamente por isso elas são “usadas” para esse tipo de atividade.
    O que mais indigna é o fato de existirem tantas leis que teoricamente acolhem os menores, e quando eles mais precisam onde elas estão? Onde está o conselho tutelar? Eles devem está preocupados somente em fazer vistorias em boates e bares, pra ver se não tem nenhum filhinho de rico bebendo ou se drogando, não que esse tipo de vistoria não deixe de ser importante, mas o fato de um menor entrar em uma festa causa muito mais espanto na sociedade, do que quando passamos e vimos várias crianças se amontoando uma em cima das outras, disputando um pedaço de papelão ou um tubo de cola de sapateiro, em alguma esquina da cidade, essas crianças são tão fragilizadas, e nós ainda as descriminamos, e as tratamos com nojo, não queremos os nossos filhos perto delas, e no fim ninguém ao menos se pergunta quem são os pais delas? Será que elas têm casa?  Ou como essas crianças vieram parar aí? Tem tantos casos que merecem mais urgência, e que simplesmente são deixados de lado...
    A cada dia que passa, as nossas crianças estão sendo coisificadas. Hoje é comum uma menina de 12/13 anos passar pela rua, e ouvir um bando homens assobiando, ser chamada de “gostosa”, eu falo isso porque quando eu tinha essa idade,  já sofria com esse tipo de situação, que só ocorre com nós mulheres... As meninas sempre são as maiores vítimas desses abusos, pois são usadas de todas as formas, de empregadas domésticas a prostitutas. Quando eu morava em Fortaleza-CE, sempre me deparava com cenas de meninas se prostituindo, se drogando, roubando... E uma cena que me marcou muito, foi quando eu e minha mãe estávamos andando pela feirinha de artesanato, e vimos umas três meninas seguindo uns estrangeiros, elas ficavam rindo, e comentando coisas sobre eles, como se estivessem a procura de um programa... Em Fortaleza é bem mais fácil de resolver esses problemas, pois o conselho tutelar sempre ficava rodeando essas crianças, porém elas não podem ser levadas a força para o abrigo, e enquanto isso elas ficavam jogadas na rua, a mercê de um bando de homens (principalmente estrangeiros). Diferente do Estado onde eu vivo, pois o Pará é considerado o Estado com o maior índice de exploração sexual infantil do Brasil, pois unindo o fato de ser o segundo maior Estado em extensão territorial, e a precariedade dos conselhos tutelares, dificulta a descoberta desses tipos de atividades, que pra piorar, geralmente são praticadas pelos interiores...
    O desrespeito com as nossas crianças interfere diretamente no futuro do nosso país, pois são eles que tomarão conta dele nos próximos anos... E qual individuo que é explorado desde pequeno conseguirá ser um profissional de destaque? São gotas no oceano os que conseguem... Os nossos pingos de gente querem brincar, rir, correr, dormir, cair, levantar, eles querem viver a vida sem preocupação, como eu vivi a minha quando era criança,e como você que está na frente do seu computador lendo essa matéria provavelmente viveu...
    Você sabe, porém prefere esquecer que nesse exato momento em alguma parte do mundo, há várias crianças vendendo bombons em semáforos, pracinhas, praias, ônibus, há meninos trabalhando em carvoarias, pedreiras, trabalhando nas fábricas da China, há meninas trabalhando como empregadas, há meninas deitadas em camas de motéis... Será que essas crianças estudam? O que aconteceria se eles se negassem a vender, trabalhar, se prostituir, será que eles seriam espancados por seus pais? Será que eles estão com fome? Será que eles são felizes assim? Quem se importa? Quem vai se importar, se os próprios pais nem ligam? E o governo? E eu? E você? Se coloque no lugar de uma dessas crianças, seja um pequeno vendedor em um ônibus, seja uma prostituta, você consegue se imaginar nos seus 12/13 anos deitada (o) em uma cama com um homem que você nunca viu, e não verá nunca mais?
Falar é muito fácil, eu falo, você já deve ter falado, a tv fala, e o resto do mundo vai continuar falando e ignorando...É por isso que isso vai sempre ocorrer, porque ninguém é capaz de ao menos se colocar no lugar de uma criança que vende ou se vende...


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Verduras animais

     Há umas duas semanas atrás, uma das minhas professoras de introdução as ciências agrárias passou um documentário para a minha turma assistir, e o que me chamou atenção logo de cara, foi o título: “A carne é fraca”. O documentário foi produzido pelo instituto Nina Rosa, e retrata a realidade vivida nos atuais criadouros de animais que são destinados ao abate. A maioria das pessoas ainda não tem conhecimento da forma de como são tratados os animais, porém o documentário serviu muito bem pra explicar de forma bem realista, o triste tratamento que os destinam.

    Nas cenas que são destinadas aos frangos, os pintinhos são tratados como verduras,que você olha, seleciona as melhores e descarta no lixo as podres, e acredite, tudo isso acontece literalmente...Eles são jogados ainda vivos, em uns grandes cestos de lixo junto com as cascas e os outros pintinhos que não sobreviveram... Depois de “selecionados”, eles são levados pra salas onde são amontoados em caixas, que ficam umas sobre as outras, algo que é totalmente sufocante, lutando para conseguir respirar... E não acaba por ai não...Você se lembra daquela velha música: “ meu pintinho amarelinho,cabe aqui na minha mão, na minha mão...” ? Pois sim, você sabe por que eles ficam amarelinhos? Não? Pois bem, é porque nessas salas onde eles ficam sufocados, há a liberação de formol, e por causa da inalação desse gás, eles adquirem cor... E tudo isso porque se eles forem amarelinhos, vão chamar mais atenção do consumidor.
       As aves ficam em total stress, pois  são mantidas em gaiolas minúsculas, com luzes acesas para que possam passar na noite comendo rações com hormônios, para engordarem e  por mais ovos.
      Se as galinhas sofrem, agora imagine os bovinos, que começa desde o nascimento, onde eles são logo separados de suas mães...
      Há um tipo de produção de carne especial, que são os famosos “baby beefs”, ela é oriunda dos bezerros desmamados, que são separados de suas mães. Essa é uma parte muito emocionante do documentário, pois um dos convidados relata que o que fez ele deixar de trabalhar nesse sistema, foi quando ele estava embarcando os bezerros no caminhão, e quando o caminhão saiu, as vacas começaram a seguir o veículo, como se estivessem tentando buscar seus filhotes... Os bezerros são levados para outros locais, onde são presos, com correntes no corpo, dentro de gaiolas muito pequenas, para que não possam se mexer, justamente para não criarem músculos, pois uma das características dessa carne é a maciez. Nesses locais, eles ficam no total escuro, e passam o dia inteiro tomando leite, para ficarem anêmicos, e a carne ficar branca, um dos fatores atrativos dos “baby beef”.
     Nessas fazendas especializadas em produção de leite, os criadores injetam hormônios nas vacas, que fazem aumentar até 20% da produção de leite, fazendo com que as tetas fiquem muito inchadas, o que causa infecções internas, e esses problemas são tratados com remédios, que ao serem injetados, caem direto na corrente sanguínea, e  interferem na qualidade do leite. Ou seja, o leite que você toma no seu café da manhã, pode está misturado com remédios e hormônios.
      Os bois além de tomarem doses cavalares de hormônios, ainda passam por um stress muito grande na hora do abate. Eles são colocados em fileira, dentro de um corredor minúsculo,que leva até a uma entrada, e ao passarem por lá,uma pessoa que está do outro lado dá um tiro na cabeça do boi, com uma espécie de pistola, que entra até o cérebro, e volta. O boi cai e é levado para o sangramento, e enquanto isso os bois que estavam atrás, ficam estressados,pois percebem o que está acontecendo,sabem que vão morrer, fazendo com que a pupila deles se dilatem, e ocorra a liberação de enzimas tóxicas na corrente sanguínea,o que interfere diretamente na qualidade da carne,fazendo-a enrijecer.
      Eu não sou vegetariana, e nem pretendo mudar a minha educação alimentar, mas o documentário foi de extrema importância, pois muitos dos processos utilizados nessas fazendas, são de total desconhecimento da população, assim ele “abre os olhos”do consumidor, principalmente daquele que imaginava que os animais eram criados livres.